monografia: porting more app sections
Pedro Lucas Porcellis porcellis@eletrotupi.com · 4 months ago
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monografia/chapters/app.tex
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\chapter{Nexo}
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O aplicativo proposto por esse trabalho, denominado “Orbit”, se propõe a ser
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uma aplicação para dispositivos móveis, de forma a preencher essas lacunas
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demonstradas tanto pelo questionário, quanto também tentando preencher as
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questões analisadas em outros sistemas similares. Como mencionado
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anteriormente, o sistema é direcionado para pessoas com TAB, e portanto, o nome
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reflete essa escolha, visto que, um determinado objeto celeste em órbita de
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outro possuí duas fases: apogeu e perigeu. Define-se apogeu como “o ponto mais
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alto, supremo ou máximo de algo” (APOGEU, 2025). É um ponto de destaque,
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marcado pelo auge, prosperidade, influência ou excelência em uma determinada
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área ou contexto. Enquanto o segundo termo, define-se como “distância real ou
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aparente, de um astro, quando mais se aproxima da Terra”. O mesmo poderia ser
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utilizado de forma metafórica para descrever as duas fases da bipolaridade, a
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mania e a hipomania.
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A partir das demandas identificadas na pesquisa e dos princípios estabelecidos
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para este projeto, delineia-se um sistema de monitoramento de humor centrado no
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usuário, com ênfase em personalização, privacidade e utilidade reflexiva. O
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funcionamento do sistema parte da premissa de que o humor não é uma variável
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universal, mas sim composto por elementos subjetivos que variam entre
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indivíduos. Assim, fundamentalmente para cada entrada no diário, o usuário pode
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indicar que componentes de humor ele percebe em vigência naquele momento, como
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“raiva”, “tristeza”, “felicidade”, etc., elementos que ele considera mais
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representativos de seu estado emocional, permitindo um mapeamento mais fiel da
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sua experiência.
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O monitoramento, pode ser gerado em diversos momentos do dia e flexível: o
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usuário poderá escolher entre registrar suas emoções por meio de escrita livre,
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e usar uma escala que possa indicar o que ele percebe como indicadores dos
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níveis de estresse e ansiedade. Associado a isso, o sistema permitirá a entrada
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de gatilhos e eventos significativos, sejam positivos ou negativos, que poderão
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ser posteriormente correlacionados com os estados de humor, permitindo
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identificar padrões ou ciclos. A esses dados podem ser associadas intervenções
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leves, como sugestões de autorreflexão, lembretes de autocuidado, ou apenas
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mensagens-resumo, todas ajustáveis conforme a preferência de tom do usuário.
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Outro ponto essencial é a exportação de dados em formatos acessíveis,
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garantindo que o usuário tenha controle e mobilidade sobre suas informações,
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algo frequentemente negligenciado em sistemas fechados. Além disso, a
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ferramenta será open-source, garantindo transparência de funcionamento,
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possibilidade de auditoria e fomento a melhorias comunitárias, especialmente
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importantes no contexto de tecnologias sensíveis à saúde mental. Essas
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características formam a base de um sistema comprometido com o bem-estar, o
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respeito à individualidade e a soberania dos dados pessoais.
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Com base nas funcionalidades listadas, pode-se definir os requisitos funcionais
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e não funcionais no qual o sistema deve necessitar.
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\section{Classificação dos Requisitos}
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Como observado por Sommerville (2011, p. 85), “Os requisitos de um sistema são
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as descrições dos serviços que o sistema deve prestar e as restrições à sua
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operação”. Portanto, requisitos são declarações articuladas descrevendo de
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forma clara o que o sistema deve ser capaz de fazer para satisfazer as
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necessidades postas anteriormente. São definidas em duas categorias: requisitos
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funcionais que descrevem o comportamento e funções do sistema e requisitos não
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funcionais que descrevem os critérios específicos que podem ser usados para
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avaliar o bom funcionamento do sistema. A separação entre requisitos funcionais
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e não funcionais permite uma estrutura clara para priorização, testes e
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validação do projeto, respeitando tanto os objetivos técnicos quanto éticos da
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proposta. Logo a seguir, serão abordados com mais detalhes cada um deles.
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\subsection{Requisitos funcionais}
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Os requisitos funcionais dizem respeito às funcionalidades centrais do sistema,
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ou seja, declarações de tudo o que o sistema deve e está proposto a fazer e
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reagir. Sommerville reforça esse aspecto:
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\begin{quote}
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[...] Requisitos funcionais do sistema variam de requisitos gerais, que
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abrangem o que o sistema deve fazer, até requisitos muito específicos, que
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refletem os sistemas e as formas de trabalho em uma organização.
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\cite[p.~59]{sommerville:2010}
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\end{quote}
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Portanto, diante das funcionalidades previstas, que foram anteriormente
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listadas, no Quadro 2 é apresentado os requisitos que o sistema deve fornecer:
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