monografia: adding more methodologies chapter sections, link some references

Pedro Lucas Porcellis porcellis@eletrotupi.com 18 days ago 61db0532853ccc7ee674e543d795966246096c51
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monografia/chapters/methodologies.tex
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1 1 \chapter{Metodologias}
2 2
3 3 % TODO: Rewrite this thing, Jesus
4 - De forma a prosseguir e conseguir viabilizar construir um software com
4 + De forma a prosseguir e conseguir viabilizar construir um \textit{software} com
5 5 qualidade, é necessário adotar algumas metodologias para fundamentar a ideia do
6 6 projeto em si, como primeiro passo. Isso ajuda tanto em como priorizar
7 7 funcionalidades quanto no aspecto de conseguir gerar dados para construir o
8 8 mesmo de forma que entregue o que de fato é necessário para utilização do
9 9 mesmo. Com esses elementos em mente, esse capítulo se debruça tanto na
10 10 abordagem da metodologia de pesquisa do projeto quanto detalhar o método de
11 - desenvolvimento de software utilizado no projeto.
11 + desenvolvimento de \textit{software} utilizado no projeto.
12 12
13 - \section{Metodologia de Desenvolvimento de Software}
13 + \section{Metodologia de Desenvolvimento de \textit{software}}
14 14
15 15 Existem diversos métodos de desenvolvimento, cada um com seus respectivos prós
16 16 e contras. Todos tentam, de sua forma, responder à necessidade de dar forma ao
17 17 processo de desenvolvimento, de forma que ele tente fluir e assegurar que os
18 - requisitos daquele software sejam atendidos, que os membros envolvidos no
19 - processo, tanto de desenvolvimento em si, quanto dos atores envolvidos e
18 + requisitos daquele \textit{software} sejam atendidos, que os membros envolvidos
19 + no processo, tanto de desenvolvimento em si, quanto dos atores envolvidos e
20 20 interessados no sistema tenham seus anseios respondidos de forma minimamente
21 21 transparente e satisfatória.
22 22
@@ -26,37 +26,39 @@ precisos \cite{pressman:2021}, minimizando a ocorrência de falhas e gestão do
26 26 tempo.
27 27
28 28 As ideias fundamentais que norteiam esse projeto são baseadas em dois conceitos
29 - chaves da engenharia de software: desenvolvimento incremental e desenvolvimento
30 - de software ágil. O IEEE define que a engenharia de software é:
29 + chaves da engenharia de \textit{software}: desenvolvimento incremental e
30 + desenvolvimento de \textit{software} ágil. O IEEE define que a engenharia de
31 + \textit{software} é:
31 32
32 33 \begin{quote}
33 - Engenharia de software: A aplicação de uma abordagem sistemática, disciplinada
34 - e quantificável no desenvolvimento, na operação e na manutenção de software;
35 - isto é, a aplicação de engenharia ao software. (INSTITUTE OF ELECTRICAL AND
36 - ELECTRONICS ENGINEERS, 1990, p. 421, tradução do autor)
34 + Engenharia de \textit{software}: A aplicação de uma abordagem sistemática,
35 + disciplinada e quantificável no desenvolvimento, na operação e na manutenção de
36 + \textit{software}; isto é, a aplicação de engenharia ao \textit{software}.
37 + \cite[p.~67]{ieee:1990}
37 38 \end{quote}
38 39
39 - Portanto, a engenharia de software propõe estruturar a criação de software de
40 - forma mais organizada e eficiente. Pressman vai destacar os modelos de
41 - desenvolvimento de software sequenciais e incrementais que moldam boa parte das
42 - práticas de engenharia de software nas últimas décadas.
40 + Portanto, a engenharia de \textit{software} propõe estruturar a criação de
41 + \textit{software} de forma mais organizada e eficiente. Pressman vai destacar
42 + os modelos de desenvolvimento de \textit{software} sequenciais e incrementais
43 + que moldam boa parte das práticas de engenharia de \textit{software} nas
44 + últimas décadas.
43 45
44 - O modelo em cascata (waterfall) é um modelo sequencial, dos mais tradicionais e
45 - antigos a existirem, cujo qual necessita que cada etapa – levantamento de
46 - requisitos, projeto, implementação, testes – estejam concluídos antes da
47 - próxima etapa começar. Embora forneça uma estrutura rígida e lógica, é
46 + O modelo em cascata (\textit{waterfall}) é um modelo sequencial, dos mais
47 + tradicionais e antigos a existirem, cujo qual necessita que cada etapa –
48 + levantamento de requisitos, projeto, implementação, testes – estejam concluídos
49 + antes da próxima etapa começar. Embora forneça uma estrutura rígida e lógica, é
48 50 frequentemente criticado pela baixa adaptabilidade em relação às mudanças
49 51 durante o processo de desenvolvimento.
50 52
51 - Em outro âmbito, o modelo incremental, trabalha com a premissa de um
52 - desenvolvimento feito em pequenas partes, que se agrupam para totalizar o
53 - projeto em si, trabalhando com a concepção de incrementos funcionais, cujo qual
54 - permite maior flexibilidade com as mudanças no processo. Também ajuda a iterar
55 - rapidamente em cima do desenvolvimento do sistema, criando um produto mínimo
56 - viável que possa preencher a proposta usando o mínimo de tempo, reduzindo as
53 + Em outro âmbito, o modelo incremental, trabalha com a premissa de que um
54 + desenvolvimento, feito em pequenas porções, agrupam-se para totalizar o projeto
55 + em si. Trabalho a concepção de incrementos funcionais, permitindo uma maior
56 + flexibilidade com as mudanças no processo ao todo. Também ajuda a iterar
57 + rápidamente em cima do desenvolvimento do sistemas, criando um produto mínimo
58 + viável, que possa preencher a proposta, usando o mínimo de tempo, reduzindo as
57 59 funcionalidades ao seu estado basal. Essa metodologia também ajuda a reduzir
58 60 custos e riscos, já que necessita que as funcionalidades estejam em seu estado
59 - mais reduzido, porém funcionais.
61 + mínimo, porém funcionais.
60 62
61 63 Outros modelos tradicionais citados por Pressman incluem o modelo de
62 64 prototipação e o modelo em espiral, o primeiro trabalhando na ideia de
@@ -71,38 +73,62 @@ um nível de flexibilidade maior, como este, portanto, uma adoção de uma
71 73 metodologia mais flexível se faz necessária.
72 74
73 75 Pressman, comenta que, por meados de 2001, um grupo de desenvolvedores
74 - deflagrou o “Manifesto Ágil”, um documento desenhando uma nova metodologia de
76 + deflagrou o "Manifesto Ágil", um documento desenhando uma nova metodologia de
75 77 desenvolvimento, destacando a satisfação dos patrocinadores do sistema,
76 - entregas mais rápidas, flexibilidade durante o desenvolvimento do software de
77 - forma a evitar que os desenvolvedores ficaram empacados e reduzisse rigidez. Os
78 - principais destaques da abordagem ágil é a proposta de que a mesma não é
79 - escrita em pedra, ou seja, permite flexibilidade no como aplicá-la. Nesse
80 - cenário, existem algumas abordagens sobre ela, como o Kanban e o Scrum, que dão
81 - um pouco mais de forma a ideia apresentada com o desenvolvimento ágil o que
82 - casa relativamente bem com o modelo de desenvolvimento incremental.
78 + entregas mais rápidas, flexibilidade durante o desenvolvimento do
79 + \textit{software} de forma a evitar que os desenvolvedores ficaram empacados e
80 + reduzisse rigidez. Os principais destaques da abordagem ágil é a proposta de
81 + que a mesma não é escrita em pedra, ou seja, permite flexibilidade no como
82 + aplicá-la. Nesse cenário, existem algumas abordagens sobre ela, como o
83 + \texit{Kanban} e o \textit{Scrum}, que dão um pouco mais de forma a ideia
84 + apresentada com o desenvolvimento ágil o que casa relativamente bem com o
85 + modelo de desenvolvimento incremental.
83 86
84 87 Com base nesse panorama, o presente trabalho adota uma abordagem baseada na
85 88 filosofia ágil, estruturada por meio da utilização de um quadro de Kanban,
86 89 adaptado à realidade de um desenvolvimento individual. Diferentemente de
87 - modelos tradicionais que envolvem um maior formalismo, o Kanban permite
88 - visualizar e gerenciar o fluxo de trabalho de forma contínua, com foco na
89 - entrega incremental de funcionalidades. Por ser um método não prescritivo, o
90 - Kanban oferece liberdade para que as tarefas possam ser priorizadas, ajustadas
91 - ou redefinidas conforme a evolução do desenvolvimento, característica
90 + modelos tradicionais que envolvem um maior formalismo, o \textit{Kanban}
91 + permite visualizar e gerenciar o fluxo de trabalho de forma contínua, com foco
92 + na entrega incremental de funcionalidades. Por ser um método não prescritivo, o
93 + \textit{Kanban} oferece liberdade para que as tarefas possam ser priorizadas,
94 + ajustadas ou redefinidas conforme a evolução do desenvolvimento, característica
92 95 especialmente útil quando há apenas um desenvolvedor responsável por todas as
93 96 etapas do processo. Vale ressaltar também, que a metodologia adotada acaba por
94 97 ajudar a manter o fluxo de desenvolvimento contínuo sem sobrecarga, já que
95 98 limita a quantidade de tarefas em progresso, gerando um movimento de maior
96 99 produtividade e entregas.
97 100
101 + A escolha pelo \textit{Kanban}, portanto, oferece um equilíbrio sustentável
102 + entre estrutura e flexibilidade, permitindo que o desenvolvimento avance de
103 + maneira organizada, e sem os entraves burocráticos dos modelos mais rígidos.
104 + Essa abordagem permite que o projeto se beneficie dos princípios ágeis, tais
105 + como a entrega contínua de valor, adaptação a mudanças e foco na simplicidade,
106 + ao mesmo tempo que mantém o controle sobre o progresso e a qualidade do produto
107 + final.
98 108
99 109 \section{Metodologia de Pesquisa}
100 110
101 - \lipsum[1-2]
111 + Entende-se por pesquisa científica, a investigação de um fenômeno, de forma a
112 + encontrar a solução para algum problema \cite{Coelho:2020}. Portanto, a
113 + metodologia científica se torna o conjunto de procedimentos para esta
114 + investigação, cujo qual perpassa a coleta e análise de dados. Neste capítulo,
115 + abordaremos as metodologias adotadas e suas respectivas justificativas, para
116 + além dos dados encontrados para tal.
102 117
103 118 \subsection{Tipo de Pesquisa}
104 119
105 - \lipsum[1]
120 + Segundo \cite{Lakatos:2022}, a a pesquisa científica pode ser classificada
121 + quanto aos seus objetivos como exploratória, descritiva ou explicativa. Este
122 + trabalho caracteriza-se principalmente como uma pesquisa aplicada de natureza
123 + exploratória, uma vez que busca investigar práticas, limitações e necessidades
124 + relacionadas a ferramentas digitais para acompanhamento emocional, com o
125 + objetivo de desenvolver uma solução tecnológica prática.
126 +
127 + Conforme Jung (2009), a pesquisa aplicada visa gerar conhecimento para
128 + aplicação direta em problemas específicos, com interesse prático e utilitário,
129 + sendo comum em projetos de desenvolvimento de \textit{software}, especialmente
130 + nas áreas de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, nas quais o
131 + produto final visa resolver uma demanda concreta do público-alvo.
106 132
107 133 \subsection{Instrumento de coleta de dados}
108 134
@@ -110,7 +136,21 @@ \lipsum[1]
110 136
111 137 \subsection{Análise de Similares}
112 138
113 - \lipsum[1]
139 + A metodologia trata-se de uma avaliação sobre os sistemas relacionados ao tema
140 + proposto, observando e levantando desafios e possibilidades, validação de
141 + \textit{softwares} e a satisfação dos usuários (Martins, 2018). Seguindo assim,
142 + foram pesquisados sistemas similares encontrados na internet com o objetivo de
143 + realizar uma revisão crítica-reflexiva, analisando os aplicativos que oferecem
144 + algum tipo de diário digital de humor, ou permite algum acompanhamento
145 + reflexivo de variações de emoções.
146 +
147 + Para realizar esse processo, de forma a simular também um usuário, foi
148 + pesquisado na Google Play Store \footnote{Google Play Store — Disponível em:
149 + https://play.google.com}, por \textit{mood tracker}, retornando centenas de
150 + resultados. Nesse quesito, estabeleceu os seguintes critérios objetivos: (1)
151 + pode ser um aplicativo em português ou inglês; (2) o aplicativo tem que
152 + apresentar algum tipo de gráfico das entradas feitas (3) tem que possuir
153 + entrada textual.
114 154
115 155 \subsection{Relação entre os dados coletados e o desenvolvimento}
116 156