monografia: slowly add more chapters
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1 + \chapter{Nexo}
2 +
monografia/chapters/contextualization.tex
@@ -10,16 +10,68 @@ população, equivalente à uns 4,26 milhões de pessoas. Esse número, embora soe
10 10 pouco expressivo, levando em consideração o contingente de pessoas no país, é
11 11 preocupante, dado o fato de que a bipolaridade é (1) complexa de se detectar e
12 12 (2) muitas vezes, acaba passando despercebida ou enquadrada dentro de um quadro
13 - de depressão unipolar (depressão). Ademais, portadores de TAB estão fortemente
14 - associados a comorbidades e hospitalizações, com cerca de 15\% dos portadores
15 - de TAB cometendo suicídio (JUDD et al. 2002). Com esse recorte em mãos, os
16 - principais tratamentos, para além da medicação adequada, são atividades
17 - físicas/exercícios regulares, rotinas estruturadas de sono, acompanhamento
18 - psicoterapêutico, e, sobretudo, monitoramento constante do humor. O auto
19 - registro diário é reconhecido como ferramenta essencial para antecipar
20 - episódios maníaco/depressivo, facilitando intervenções imediatas antes da crise
21 - plena (HORN et al. 2022). Nesse contexto, o uso de tecnologias digitais tem se
22 - mostrado uma via promissora para sistematizar esse tipo de acompanhamento.
23 - Pesquisas indicam que pessoas com transtornos do espectro bipolar demonstram
24 - maior adesão ao monitoramento emocional quando este é feito de forma acessível,
25 - visual e integrada ao seu cotidiano (IWAYA et al., 2019).
13 + de depressão unipolar (depressão).
14 +
15 + Ademais, portadores de TAB estão fortemente associados a comorbidades e
16 + hospitalizações, com cerca de 15\% dos portadores de TAB cometendo suicídio
17 + (JUDD et al. 2002). Com esse recorte em mãos, os principais tratamentos, para
18 + além da medicação adequada, são atividades físicas/exercícios regulares,
19 + rotinas estruturadas de sono, acompanhamento psicoterapêutico, e, sobretudo,
20 + monitoramento constante do humor. O auto registro diário é reconhecido como
21 + ferramenta essencial para antecipar episódios maníaco/depressivo, facilitando
22 + intervenções imediatas antes da crise plena~\cite{Faurholt:2016}.
23 +
24 + Nesse contexto, o uso de tecnologias digitais tem se mostrado uma via
25 + promissora para sistematizar esse tipo de acompanhamento. Pesquisas indicam que
26 + pessoas com transtornos do espectro bipolar demonstram maior adesão ao
27 + monitoramento emocional quando este é feito de forma acessível, visual e
28 + integrada ao seu cotidiano~\cite{Iwaya:22}.
29 +
30 + Historicamente, a prática da escrita reflexiva tem sido aplicada como mecanismo
31 + de autocuidado. As suas raízes são antigas e permanentes, de forma que
32 + filósofos gregos, como Sêneca e Marcus Aurelius mantinham diários com o
33 + objetivo de revisar ações e promover uma espécie de meditação moral e
34 + autotransformação, para além de servir como um espaço de notas pessoais. Já, na
35 + era moderna, com o desenvolvimento da psicanálise e uma melhoria na compreensão
36 + afetiva, vemos surgir técnicas como a da journal therapy (Progoff, 1996),
37 + mecanismo que sistematiza o uso da escrita como forma de promover bem estar
38 + emocional. Formas de auto registro ganham ainda mais um fator elementar dentro
39 + com o desenvolvimento da psicologia cognitivo-comportamental (TCC), da qual
40 + aprofunda esse elemento como ferramenta para identificação de padrões de
41 + pensamentos disfuncionais (BECK, 1997).
42 +
43 + Trabalhando ainda com esse fator, o surgimento e desenvolvimento da internet, e
44 + portanto, o acesso a mesma, inicia-se uma progressiva digitalização do que
45 + antes era analógico. Processos que eram previamente feitos na caneta e no papel
46 + passam a ser manualmente migrados para suas respectivas versões eletrônicas.
47 + Atividades como escrever cartas, manter álbuns de fotografias, consultar
48 + enciclopédias passam por uma rápida transformação ao longo das últimas três
49 + décadas. O que antes precisava de um suporte físico é transportado para dentro
50 + de computadores, tablets e mais recentemente, para os smartphones. Essa
51 + transformação se insere no que Castells (1999) chama de “sociedade em rede”,
52 + onde o digital se torna a principal estrutura por onde circula o conhecimento,
53 + a comunicação e a cultura, fomentando uma interconexão digital de saberes e
54 + práticas cotidianas.
55 +
56 + Um exemplo marcante que pode ser citado, é a substituição de bibliotecas
57 + físicas por acervos digitais, como por exemplo a Biblioteca Nacional Digital do
58 + Brasil, que oferece acesso remoto a obras históricas e documentos raros
59 + (BIBLIOTECA NACIONAL, 2024). Outro exemplo notável, foi a mudança nos sistemas
60 + de ensino, que incorporaram ambientes virtuais de aprendizagem, inclusive
61 + significativamente acelerados pela pandemia da COVID-19, transformando práticas
62 + educacionais em escala global (HODGES et al., 2020). Na esfera da comunicação
63 + interpessoal, as cartas deram lugar ao e-mail, e posteriormente, a aplicativos
64 + de comunicação instantânea como o WhatsApp (LÉVY, 1999; CASTELLS, 2003).
65 +
66 + No âmago do espaço pessoal, planejamento do cotidiano, que envolvia agendas de
67 + papel, listas de tarefas, cadernos de anotações, foram absorvidas por
68 + ferramentas digitais, como calendários online e aplicativos de produtividade
69 + (TURKLE, 2011). Esse processo demonstra que a digitalização, não se mantém
70 + apenas como um processo técnico e mecânico, mas como um elemento cultural de
71 + adaptação e reconfiguração das práticas humanas, que caminha para a
72 + virtualização das experiências (MILLER; HORST, 2012). É nesse contexto, onde o
73 + cotidiano é constantemente traduzido em dados, que mesmo as informações
74 + subjetivas, como sentimentos e estados emocionais, que se centraliza a
75 + transição dos diários pessoais para os registros digitais simples, e
76 + posteriormente, de forma estruturada, com o surgimento os e-journals ou diários
77 + digitais marca a virtualização da subjetividade (MOROZOV, 2013; LUPTON, 2016).
monografia/chapters/methodologies.tex
@@ -0,0 +1,35 @@
1 + \chapter{Metodologias}
2 +
3 + % TODO: Rewrite this thing, Jesus
4 + De forma a prosseguir e conseguir viabilizar construir um software com
5 + qualidade, é necessário adotar algumas metodologias para fundamentar a ideia do
6 + projeto em si, como primeiro passo. Isso ajuda tanto em como priorizar
7 + funcionalidades quanto no aspecto de conseguir gerar dados para construir o
8 + mesmo de forma que entregue o que de fato é necessário para utilização do
9 + mesmo. Com esses elementos em mente, esse capítulo se debruça tanto na
10 + abordagem da metodologia de pesquisa do projeto quanto detalhar o método de
11 + desenvolvimento de software utilizado no projeto.
12 +
13 + \section{Metodologia de Desenvolvimento de Software}
14 +
15 + \lipsum[1-2]
16 +
17 + \section{Metodologia de Pesquisa}
18 +
19 + \lipsum[1-2]
20 +
21 + \subsection{Tipo de Pesquisa}
22 +
23 + \lipsum[1]
24 +
25 + \subsection{Instrumento de coleta de dados}
26 +
27 + \lipsum[1]
28 +
29 + \subsection{Análise de Similares}
30 +
31 + \lipsum[1]
32 +
33 + \subsection{Relação entre os dados coletados e o desenvolvimento}
34 +
35 + \lipsum[1]