monografia: porting more paragraphs for methodologies
Pedro Lucas Porcellis porcellis@eletrotupi.com · 4 months ago
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monografia/chapters/methodologies.tex
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\chapter{Metodologias}
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% TODO: Rewrite this thing, Jesus
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De forma a prosseguir e conseguir viabilizar construir um \textit{software} com
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qualidade, é necessário adotar algumas metodologias para fundamentar a ideia do
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entregas mais rápidas, flexibilidade durante o desenvolvimento do
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\textit{software} de forma a evitar que os desenvolvedores ficaram empacados e
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reduzisse rigidez. Os principais destaques da abordagem ágil é a proposta de
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que a mesma não é escrita em pedra, ou seja, permite flexibilidade no como
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aplicá-la. Nesse cenário, existem algumas abordagens sobre ela, como o
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\texit{Kanban} e o \textit{Scrum}, que dão um pouco mais de forma a ideia
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\textit{Kanban} e o \textit{Scrum}, que dão um pouco mais de forma a ideia
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apresentada com o desenvolvimento ágil o que casa relativamente bem com o
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modelo de desenvolvimento incremental.
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Com base nesse panorama, o presente trabalho adota uma abordagem baseada na
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filosofia ágil, estruturada por meio da utilização de um quadro de Kanban,
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nas áreas de Sistemas de Informação e Ciência da Computação, nas quais o
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produto final visa resolver uma demanda concreta do público-alvo.
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\subsection{Instrumento de coleta de dados}
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\lipsum[1]
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Como instrumento de coleta de dados, optou-se pela aplicação de um questionário
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estruturado, elaborado com o intuito de compreender hábitos, preferências e
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resistências de usuários em relação ao uso de aplicativos voltados para o
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acompanhamento emocional e práticas de autorreflexão.
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140 +
A escolha do questionário se justifica pela sua abrangência, agilidade na
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coleta de dados e facilidade de análise quantitativa e qualitativa. Além disso,
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como a amostra é composta por usuários potenciais, a aplicação do questionário
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de forma digital (via um formulário online) permite alcançar um público mais
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amplo com baixo custo e maior comodidade, como também reforça Jung (2009).
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O questionário foi bem recebido, e obteve por volta de 52 respostas válidas.
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Como a divulgação foi de forma aberta, existia uma pergunta inicial com uma
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função chaveadora, a fim de verificar se os respondentes se encaixavam no
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perfil de potenciais usuários. Isso se justifica pela natureza sensível do
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tema, que envolve saúde mental e experiências subjetivas.
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Na pergunta "Você já teve algum interesse ou experiência com o monitoramento do
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seu humor ou estado emocional?", apenas 8\% afirmaram que não tem e não teriam
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interesse em realizar esse tipo de acompanhamento. Esse dado corrobora outro
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resultado relevante: 53\% dos participantes afirmaram já ter, em algum momento
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da vida, realizado algum tipo de monitoramento de humor.
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Em outros horizontes, mais da metade dos participantes expressou interesse em
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acompanhar como o humor varia ao longo do tempo, muitas vezes com sugestões
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explícitas como: “Seria legal ver um gráfico semanal ou mensal do meu humor”.
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Tal observação reforça a receptividade dos participantes em relação à ideia de
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detecção de padrões emocionais, sugerindo que esse tipo de funcionalidade
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representa um diferencial positivo frente aos aplicativos existentes.
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É notável que os participantes demonstram uma preocupação recorrente com a
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privacidade dos dados coletados. Aproximadamente 67\% dos participantes
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indicaram desconforto com a exposição de suas informações em plataformas que
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não explicam de forma clara como os dados são usados ou armazenados. Essa
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percepção está alinhada com a literatura sobre saúde digital. Por exemplo,
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\cite{Iwaya:22}, argumentam que a ausência de mecanismos transparentes de
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consentimento, controle e anonimização pode minar a confiança dos usuários em
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aplicativos de bem-estar e monitoramento contínuo de saúde, especialmente em
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contextos sensíveis como saúde mental.
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Outro ponto importante revelado pelo levantamento é o desejo por um tom mais
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humano, subjetivo e acolhedor. Cerca de 52\% dos participantes relataram
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incômodo com ferramentas que adotam uma linguagem genérica, motivacional ou
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automatizada demais. Isso reforça a necessidade de uma interface mais empática,
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que valorize tanto a escrita livre quanto a análise assistida. Também foram
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mencionadas sugestões de funcionalidades consideradas excepcionais, como
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inferência automática de ciclos de humor (66\% demonstraram interesse),
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personalização da forma de visualização das informações (como gráficos ou
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comparativos), e integração com dados contextuais ou ambientais, reforçando a
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ideia de um sistema que vá além do simples diário, oferecendo inteligência
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emocional útil, mas sem perder a sensibilidade que o tema exige.
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\subsection{Análise de Similares}
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A metodologia trata-se de uma avaliação sobre os sistemas relacionados ao tema
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proposto, observando e levantando desafios e possibilidades, validação de
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resultados. Nesse quesito, estabeleceu os seguintes critérios objetivos: (1)
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pode ser um aplicativo em português ou inglês; (2) o aplicativo tem que
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apresentar algum tipo de gráfico das entradas feitas (3) tem que possuir
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entrada textual.
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205 +
% TODO: Quadro 1
206 +
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Com esses dados em mente, podemos compreender alguns elementos fundamentais:
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poucos sistemas analisados são open-source, o que indica que, em sua grande
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maioria, são sistemas comerciais. A maior parte dos sistemas também oferecem
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algum aspecto de pagamento, bloqueando funcionalidades importantes atrás de
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algum tipo de modelo de subscrição. Existe também o fato de personalização e de
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exportação de dados, que poucos ou nenhum sistema oferece, o que faz com que o
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sistema não tenha portabilidade dos dados inseridos, criando assim, um walled
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garden, ou um jardim fechado – uma técnica de fazer com que o usuário não
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consiga migrar entre sistemas, prendendo-o a usar aquela aplicação já que seus
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dados estão lá.
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\subsection{Relação entre os dados coletados e o desenvolvimento}
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\lipsum[1]
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A análise dos sistemas similares, quando considerada em conjunto com os dados
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coletados por meio do questionário, revela lacunas e oportunidades relevantes
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para o desenvolvimento de uma nova solução. Observa-se, por exemplo, que a
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maior parte das ferramentas disponíveis no mercado segue modelos comerciais,
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frequentemente com funcionalidades essenciais bloqueadas por sistemas de
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pagamento ou assinaturas. Além disso, é comum que tais sistemas sejam fechados,
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sem disponibilização de código-fonte ou possibilidade de exportação dos dados
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inseridos, o que configura uma prática de \textit{walled garden}, dificultando
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a migração entre plataformas e restringindo a autonomia dos usuários sobre suas
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próprias informações.
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Esses aspectos, quando contrastados com o interesse expressivo dos respondentes
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por visualizar padrões emocionais ao longo do tempo e por maior personalização,
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sugerem direções claras para o desenvolvimento de um sistema que não apenas
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atenda a essas demandas, mas também adote princípios de transparência, abertura
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e controle por parte do usuário. A seguir, serão discutidas as decisões de
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projeto que nortearam a construção da ferramenta proposta, baseadas tanto nas
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limitações identificadas nos sistemas existentes quanto nas necessidades e
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expectativas manifestadas pelo público-alvo da pesquisa.