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\chapter{Tecnologias}
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Este capítulo apresenta as principais tecnologias empregadas no desenvolvimento
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do aplicativo, organizadas de acordo com a camada da arquitetura em que
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atuam: front-end, back-end e infraestrutura/persistência de dados.
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\section{Front-end}
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\subsection{React Native}
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React Native é um \textit{framework} de código aberto, mantido pela Meta, que
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permite o desenvolvimento de aplicativos móveis multiplataforma a partir de
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uma única base de código escrita em JavaScript/TypeScript, utilizando
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componentes que são traduzidos para elementos nativos tanto no iOS quanto no
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Android \citep{reactnative:2026}.
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A escolha do React Native se justifica pelo escopo reduzido da equipe de
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desenvolvimento (um único desenvolvedor) e facilidade de conhecimento e
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manutenção, sem trazer, para este projeto, benefícios que justifiquem esse
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custo adicional. Além disso, o ecossistema maduro do React Native oferece
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ampla disponibilidade de bibliotecas para funcionalidades já previstas no
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aplicativo, como notificações locais e gráficos.
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\subsection{Zustand}
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Zustand é uma biblioteca leve de gerenciamento de estado para aplicações
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React e React Native, que dispensa a estrutura verbosa de \textit{providers}
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e \textit{reducers} tipicamente associada a bibliotecas como Redux
29
\citep{zustand:2026}.
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Ela foi escolhida para gerenciar o estado efêmero da aplicação (por exemplo,
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dados de formulários em preenchimento ou estados de navegação temporários)
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por sua API minimalista e baixo \textit{overhead} de configuração, adequada a um
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projeto de escopo individual em que a complexidade adicional de soluções
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mais robustas de gerenciamento de estado não se justifica.
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\section{Back-end}
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\subsection{Express.js}
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Express.js é um \textit{framework} minimalista para aplicações web em
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Node.js, amplamente utilizado para a construção de APIs \textit{REST},
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oferecendo uma camada fina de abstração sobre o roteamento de requisições HTTP e
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\textit{middlewares} \citep{express:2026}.
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Sua adoção se deve à simplicidade e à flexibilidade não opinativa do
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\textit{framework}, que permite estruturar a API de acordo com as
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necessidades específicas do projeto, sem impor convenções rígidas de
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arquitetura, além de sua ampla documentação e maturidade no ecossistema
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Node.js.
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\subsection{Zod}
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Zod é uma biblioteca de validação e definição de esquemas de dados para
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TypeScript, que permite declarar formatos esperados de entrada (como corpos
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de requisição) e inferir automaticamente os tipos estáticos correspondentes
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\citep{zod:2026}.
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Zod foi escolhido para validar os dados recebidos pela API antes de seu
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processamento, garantindo que registros de humor, sono e demais entradas do
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usuário estejam em conformidade com o formato esperado. A inferência
62
automática de tipos a partir dos esquemas evita a duplicação de definições de
63
tipo entre a camada de validação e o restante do código TypeScript do
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back-end.
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66
\subsection{Valkey e BullMQ}
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Valkey é um banco de dados em memória, do tipo chave-valor, criado como
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\textit{fork} de código aberto do Redis, mantido sob a governança da Linux
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Foundation \citep{valkey:2026}. BullMQ é uma biblioteca para gerenciamento de
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filas de tarefas em Node.js, construída sobre bancos de dados compatíveis com
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o protocolo Redis \citep{bullmq:2026}.
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A combinação das duas ferramentas foi adotada para o processamento paralelo
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e assíncrono de tarefas que não precisam bloquear a resposta imediata da API,
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como o disparo de notificações programadas e o processamento de indicadores
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a partir do histórico de registros do usuário. A escolha do Valkey em
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específico, e não do Redis diretamente, se deve à mudança de licenciamento do
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Redis em 2024, que passou a restringir certos usos comerciais; o Valkey
80
mantém compatibilidade total de protocolo, permanecendo sob licença
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permissiva de código aberto.
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\section{Infraestrutura e Persistência de Dados}
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\subsection{PostgreSQL}
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PostgreSQL é um sistema gerenciador de banco de dados relacional, de código
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aberto, reconhecido por sua conformidade com o padrão SQL, robustez e suporte
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a tipos de dados avançados \citep{postgresql:2026}.
90

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Sua escolha se justifica pela natureza estruturada e relacional dos dados do
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domínio da aplicação (registros de humor associados a usuários, horários,
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gatilhos e categorias), que se beneficia das garantias de integridade
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referencial e das transações ACID oferecidas por um banco relacional
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maduro, em detrimento de soluções não relacionais.
96

97
\subsection{Prisma}
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Prisma é um \textit{Object-Relational Mapper} (ORM) para o ecossistema
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Node.js/TypeScript, que gera automaticamente um cliente de acesso ao banco de
101
dados tipado a partir de um esquema declarativo, além de oferecer um sistema
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de migrações versionadas \citep{prisma:2026}.
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O Prisma foi escolhido por permitir a manutenção do esquema do banco de dados
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de forma versionada e sincronizada com o código da aplicação, reduzindo a
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chance de divergência entre a estrutura do banco e as entidades manipuladas
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pelo back-end, além de prover checagem de tipos em tempo de compilação para
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as consultas realizadas.
109

110
\section{Implantação e Automação}
111

112
\subsection{Docker e Docker Compose}
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Docker é uma plataforma de conteinerização que permite empacotar uma
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aplicação e suas dependências em uma unidade isolada e portátil, capaz de ser
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executada de forma consistente em diferentes ambientes \citep{docker:2026}. O
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Docker Compose é uma ferramenta complementar que permite definir e orquestrar
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múltiplos contêineres --- e as relações entre eles --- por meio de um único
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arquivo de configuração declarativo \citep{dockercompose:2026}.
120

121

122
No projeto, o Docker Compose é utilizado tanto no ambiente de desenvolvimento
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quanto no ambiente de produção para orquestrar os serviços de banco de dados
124
(PostgreSQL), armazenamento em memória (Valkey) e da própria API, garantindo
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que as versões e configurações desses serviços sejam idênticas entre as
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máquinas de desenvolvimento e o servidor de produção.
127

128
O uso de \textit{healthchecks} em conjunto com a diretiva
129
\texttt{depends\_on} e a condição \texttt{service\_healthy} assegura
130
que a API só seja iniciada após o banco de dados e o Valkey estarem de
131
fato prontos para aceitar conexões, evitando falhas de inicialização
132
por condição de corrida (\textit{race condition}), como ilustrado no
133
Código~\ref{lst:healthcheck-compose}.
134

135
\begin{lstlisting}[caption={Configuração de \textit{healthcheck} do Valkey e de dependência condicional da API no \texttt{docker-compose.yml}}, label={lst:healthcheck-compose}]
136
valkey:
137
  image: valkey/valkey:9.0-alpine
138
  healthcheck:
139
    test: ["CMD", "valkey-cli", "ping"]
140
    interval: 10s
141
    timeout: 5s
142
    retries: 5
143
    start_period: 5s
144

145
api:
146
  build: ./api
147
  depends_on:
148
    valkey:
149
      condition: service_healthy
150
    db:
151
      condition: service_healthy
152
\end{lstlisting}
153

154
\sourcecode{Elaborado pelo autor (2026)}
155

156
A adoção do Docker se justifica, no contexto de uma aplicação de saúde
157
mental de código aberto, pelo objetivo de garantir a reprodutibilidade do
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ambiente de execução: qualquer pessoa que clone o repositório --- seja para
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contribuir com o projeto, auditar seu funcionamento ou realizar sua própria
160
implantação --- consegue reproduzir o ambiente completo sem depender de
161
configurações manuais específicas do sistema operacional hospedeiro, o que
162
reforça o caráter \textit{self-service} do projeto.
163

164
\subsection{GitHub Actions}
165

166
GitHub Actions é uma plataforma de integração e entrega contínuas (CI/CD)
167
nativa do GitHub, que permite a definição de fluxos de trabalho automatizados
168
--- disparados por eventos como \textit{push} ou \textit{pull request} ---
169
descritos de forma declarativa em arquivos YAML \citep{githubactions:2026}.
170

171
No projeto, o fluxo de trabalho de CI/CD é dividido em três etapas
172
sequenciais e dependentes entre si. A primeira etapa (\texttt{test}) sobe um
173
serviço efêmero de PostgreSQL e executa a suíte de testes automatizados da
174
API a cada \textit{push} ou \textit{pull request} que modifique arquivos do
175
diretório da API.
176

177
A segunda etapa (\texttt{build-and-push}), condicionada ao
178
sucesso da primeira e restrita a eventos de \textit{push}, constrói a imagem
179
Docker de produção da API e a publica no GitHub Container Registry (GHCR),
180
com marcação automática pelo SHA do \textit{commit} e, condicionalmente, pela
181
tag \texttt{latest} quando o \textit{push} ocorre na \textit{branch}
182
\texttt{master}.
183

184
Por último, a terceira etapa (\texttt{deploy-production}), restrita à
185
\textit{branch} \texttt{master}, conecta-se ao servidor de produção via SSH e
186
realiza a atualização do serviço da API por meio da atualização da tag da
187
imagem no arquivo \texttt{.env} e da recriação do contêiner correspondente
188
via Docker Compose.
189

190
Esse processo elimina a necessidade de intervenção manual para a maior
191
parte do ciclo de implantação, restringindo a ação humana direta sobre o
192
servidor de produção a situações excepcionais, o que reduz a superfície de
193
erro humano e aumenta a confiabilidade do processo de entrega de novas
194
versões da aplicação.
195

196
\subsection{Ansible}
197

198
Ansible é uma ferramenta de automação de infraestrutura que permite
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descrever, de forma declarativa e idempotente, o estado desejado de um ou
200
mais servidores, dispensando a necessidade de um agente instalado na máquina
201
gerenciada, uma vez que se comunica com ela via SSH \citep{ansible:2026}.
202

203
No escopo deste projeto, o papel do Ansible é ortogonal ao do Docker Compose
204
e ao do GitHub Actions: enquanto estes automatizam, respectivamente, a
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orquestração dos serviços da aplicação e o ciclo de integração e entrega
206
contínuas, o Ansible é responsável exclusivamente pelo provisionamento
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inicial do servidor de produção, executado uma única vez --- ou sempre que um
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novo servidor precisar ser provisionado. Esse provisionamento consiste em:
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(1) criar o usuário dedicado à aplicação; (2) adicionar a chave pública SSH
210
utilizada pelo GitHub Actions para se autenticar no servidor durante a etapa
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de implantação; (3) criar os diretórios da aplicação com as permissões
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adequadas; e (4) instalar o Docker no servidor. A cópia do arquivo de
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variáveis de ambiente de produção (\texttt{.env.production}), por conter
214
segredos e credenciais sensíveis, é deliberadamente mantida como uma etapa
215
manual, não automatizada, e não é versionada no repositório.
216

217
A separação entre o provisionamento inicial (\textit{Ansible}), a orquestração de
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execução (\textit{Docker Compose}) e a automação do ciclo de
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entrega (\textit{GitHub Actions}) reflete uma decisão arquitetural:
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cada ferramenta atua em uma camada distinta e bem delimitada do processo
221
de implantação, o que favorece a reprodutibilidade de todo o processo,
222
do zero, por qualquer pessoa que deseje hospedar sua própria instância da aplicação.
223

224
Essa preocupação é particularmente relevante no contexto de um
225
aplicativo de saúde mental de código aberto: ao reduzir a dependência
226
de serviços proprietários de implantação (\textit{walled gardens}) e
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ao documentar e automatizar o processo de provisionamento, o projeto
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favorece um modelo mais alinhado aos princípios de privacidade e de
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autonomia sobre os dados dos usuários, permitindo que instituições ou
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indivíduos preocupados com a confidencialidade de dados sensíveis de
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saúde mental hospedem e controlem sua própria instância da aplicação.