| 1 | \chapter{Modelagem}
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| 3 | De acordo com \cite{guedes:2022}, a modelagem de sistemas é uma etapa fundamental do
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| 4 | processo de desenvolvimento de software, pois permite representar graficamente
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| 5 | os principais elementos do sistema, seus comportamentos e interações. Essa
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| 6 | representação facilita a comunicação entre desenvolvedores, usuários e demais
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| 7 | envolvidos, servindo tanto como guia para implementação quanto como instrumento
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| 8 | de validação dos requisitos levantados. Através da modelagem, é possível
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| 9 | antever a estrutura do sistema, simular sua dinâmica e assegurar que ele
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| 10 | atenderá às necessidades específicas dos usuários.
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| 12 | Neste capítulo, são apresentados três tipos principais de diagramas da
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| 13 | \textit{Unified Modeling Language} (UML) empregados na modelagem do sistema
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| 14 | proposto: o diagrama de casos de uso, que descreve as funcionalidades esperadas
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| 15 | a partir da perspectiva do usuário; o diagrama de classes, que estrutura os
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| 16 | elementos do domínio em termos de atributos e relacionamentos; e o diagrama de
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| 17 | sequência, que detalha a comunicação entre os objetos ao longo do tempo. Esses
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| 18 | diagramas complementam-se mutuamente, proporcionando uma visão abrangente do
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| 19 | comportamento e da arquitetura do sistema.
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| 21 | \section{Casos de Uso}
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| 23 | O diagrama de casos de uso é o mais geral, informal e simples de compreender
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| 24 | \cite{guedes:2022}. A base dele é o levantamento de requisitos e a pesquisa
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| 25 | realizada, e serve como o pontapé para todo o processo de modelagem.
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| 27 | O diagrama de casos de uso, apresenta de forma simples, os atores, que são
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| 28 | representações das entidades que interagem com o sistema (sejam eles usuários
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| 29 | finais ou outros sistemas), e os casos de uso, que são as funcionalidades que o
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| 30 | sistema oferece. Ambos são conectados por linhas de associação. O sistema
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| 31 | também é delimitado por um retângulo, que contém os casos de uso
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| 32 | \cite{ibm:2021}.
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| 34 | Ao final desse processo, essa modelagem é transformada em documentação, e no
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| 35 | apêndice B deste documento, contém a mesma, oferecendo uma visão mais detalhada
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| 36 | para cada caso de uso, seus caminhos alternativos e caminhos de exceções.
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| 37 | Pode-se verificar que esse acaba por ser o diagrama mais basilar do projeto
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| 38 | inteiro \cite{guedes:2022}.
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| 40 | \begin{figure}[h]
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| 41 | \centering
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| 42 | \caption{Diagrama de Casos de Uso}
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| 43 | \label{fig:use-cases}
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| 44 | \includegraphics[width=0.9\linewidth]{casos-de-uso.png}
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| 45 | \source{O autor}
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| 46 | \end{figure}
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| 48 | Na Figura~\ref{fig:use-cases}, pode-se observar que apenas um ator interage
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| 49 | com o sistema, o próprio usuário final. Também visualiza-se que cada elipse,
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| 50 | se resume a um requisito funcional, e os casos de uso estão interligados por
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| 51 | setas nomeadas com a palavra \textit{''<<extend>>''} que indica conexões onde a
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| 52 | execução de um caso de uso adjacente pode ocorrer dado uma determinada
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| 53 | condição em adição ao caso de uso inicial \cite{ibm:2021}.
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| 55 | Permeando todas as interações no sistema, o caso de uso mais central, o
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| 56 | ''Login'', cujo qual estabelece uma base de autenticação, de forma que garante
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| 57 | que apenas usuários autenticados possam interagir com o sistema.
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| 59 | No caso de uso ''Manter Humor'' representa a funcionalidade central do sistema,
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| 60 | permitindo que o usuário registre seu estado emocional ao longo do tempo. Essa
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| 61 | ação ocorre por meio da inserção direta de uma informação de humor, cujo qual o
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| 62 | usuário pode selecionar entre cinco humores ''basais'', além de elementos que
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| 63 | ajudem a compreender, como escalas indicativas dos respectivos níveis de
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| 64 | estresse, ansiedade e quais componentes do humor o usuário identifica com mais
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| 65 | presença. A manutenção do humor no sistema contempla tanto a criação quanto a
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| 66 | edição e a exclusão desses registros.
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| 68 | O caso de uso ''Registrar Intervenção'' contempla o cadastro de estratégias,
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| 69 | práticas ou sugestões que o usuário utiliza ou deseja utilizar para lidar com
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| 70 | oscilações emocionais. As ações de cuidados, podem incluir desde ações
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| 71 | práticas, como caminhar, até técnicas cognitivas ou expressivas, como
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| 72 | atividades criativas, medicamentos utilizados ou atendimentos com profissionais
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| 73 | da área. Essa funcionalidade contribui para que o sistema sirva como uma
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| 74 | central e colabora para construir um registro mais criterioso, visto que o
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| 75 | usuário reconstrói o que aconteceu naquele determinado ponto no tempo.
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| 77 | O caso de uso ''Registrar Gatilho'' visa permitir que o usuário registre
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| 78 | eventos, sejam eles pensamentos, situações, ou estímulos que tenham
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| 79 | influenciado significativamente seu estado emocional. O objetivo é construir um
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| 80 | histórico de causas associadas a variações no humor, de modo a fomentar a
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| 81 | identificação de padrões recorrentes ou específicos. Essa funcionalidade é
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| 82 | especialmente útil para usuários em contextos terapêuticos ou de
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| 83 | autoconhecimento, favorecendo a análise de relações entre circunstâncias
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| 84 | externas e reações internas.
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| 86 | O caso de ''Registro de sono'', permite o usuário, de forma simples, criar no
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| 87 | sistema um registro da quantidade de horas de sono, e adicionar alguma anotação
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| 88 | breve. Esse elemento corrobora com a construção de indicadores, tanto da média
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| 89 | de sono, quanto também de estimular uma correlação entre sono e os níveis de
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| 90 | energia informado em cada humor.
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| 92 | Por fim, o caso de uso ''Vincular humor a um gatilho'' permite ao usuário
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| 93 | estabelecer vínculos entre os gatilhos identificados e os registros de humor,
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| 94 | formando um mapeamento de ação e reação, ou causa e reação. Essa associação
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| 95 | pode servir tanto para consulta futura quanto para, em um futuro, gerar
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| 96 | indicadores. Ao conectar eventos e suas respostas, a funcionalidade fortalece o
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| 97 | papel do sistema como uma ferramenta alinhada com o EMA, gerando assim uma
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| 98 | narrativa emocional diária.
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